Trombose: sinais de alerta que você não deve ignorar

Inchaço súbito em uma perna, dor na panturrilha, vermelhidão: conheça os sinais da trombose venosa profunda, os fatores de risco e quando buscar ajuda imediata.

Dra. Laila Reggiani
Dra. Laila ReggianiCirurgiã Vascular · CRM-ES 10498 · RQE 10453
6 min de leitura

A trombose venosa profunda (TVP) acontece quando um coágulo se forma dentro de uma veia profunda — mais frequentemente nas pernas — dificultando o retorno do sangue. Reconhecer os sinais precocemente pode evitar a complicação mais temida: a embolia pulmonar, quando parte do coágulo se desprende e viaja até o pulmão.

Os sinais clássicos

  • Inchaço súbito em uma perna só — o sinal mais característico; compare sempre uma perna com a outra
  • Dor na panturrilha — espontânea ou ao apertar, muitas vezes descrita como peso ou repuxamento
  • Vermelhidão ou mudança de cor na perna afetada
  • Aumento da temperatura local — a perna afetada fica mais quente
  • Veias superficiais mais visíveis do que o habitual

Atenção: a trombose também pode ser silenciosa. Em parte dos casos, o primeiro sinal é a própria embolia pulmonar — falta de ar súbita, dor no peito ao respirar e tosse. Esses sintomas são emergência médica.

Quem tem mais risco

  • Cirurgias recentes, principalmente ortopédicas e de grande porte
  • Imobilização prolongada — internação, fraturas, viagens longas sem se levantar
  • Gestação e puerpério
  • Uso de anticoncepcionais hormonais ou terapia de reposição, especialmente combinado ao tabagismo
  • Trombofilias — a predisposição herdada ou adquirida à formação de coágulos
  • Histórico pessoal ou familiar de trombose
  • Câncer e alguns tratamentos oncológicos

O que fazer diante da suspeita

Procure atendimento médico no mesmo dia. O diagnóstico é confirmado com exame de imagem e, quanto antes o tratamento anticoagulante começa, menor o risco de complicações. Não massageie a perna nem espere "passar sozinho" — essas atitudes podem agravar o quadro.

Prevenção: o papel do acompanhamento vascular

Para quem já teve trombose ou tem fatores de risco, o acompanhamento com cirurgião vascular faz diferença em momentos-chave:

  • Antes de cirurgias: avaliação do risco tromboembólico e planejamento da profilaxia — fundamental para quem usa anticoagulante e precisa de orientação sobre pausa e retorno da medicação
  • Na gestação e no puerpério: período de risco naturalmente aumentado
  • No seguimento de trombofilias: orientação sobre viagens, hormônios e situações de imobilização

Trombose é um assunto sério, mas com informação e prevenção adequadas, o risco pode ser drasticamente reduzido. Se você se identificou com os fatores de risco, uma avaliação vascular é o primeiro passo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica. Diagnóstico e indicação de tratamento dependem de avaliação individual com profissional habilitado.

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